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	<title>Jornal Pelicano &#187; Entrevistas</title>
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	<description>O Jornal da EFOMM</description>
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		<title>Ator Rodrigo Sant&#8217;Anna apresenta a personagem Valéria Vasques à EFOMM</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 18:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Of. Al. Robson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cerimônias]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia 08 de dezembro, a Sociedade Acadêmica da Marinha Mercante (SAMM 2011) realizou o encerramento do ano cultural, no auditório Almirante Newton Braga (CIAGA), com a presença do Corpo de alunos da Escola de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 08 de dezembro, a Sociedade Acadêmica da Marinha Mercante (SAMM 2011) realizou o encerramento do ano cultural, no auditório Almirante Newton Braga (CIAGA), com a presença do Corpo de alunos da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante, dos oficiais e de funcionários do Centro.  Dessa vez, o espetáculo foi “Comício Gargalhada”,encenada pelo ator Rodrigo Sant’Anna.</p>
<div id="attachment_33606" class="wp-caption alignright" style="max-width: 300px"><img class="size-medium wp-image-33606" title="DSCF3480 (2)" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/DSCF3480-2-300x225.jpg" alt="Valéria Vasques: a bonita!" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Valéria Vasques: a bonita!</p></div>
<p>“Comício Gargalhada”, seu primeiro Monólogo, surge em comemoração aos dez anos de carreira do ator, uma grande sátira aos comícios eleitorais, uma brincadeira que o possibilita viver, além de dois dos personagens da TV, outros seis. A história começa quando Adelaide (uma mendiga pedinte) invade o Palco-Palanque e começa a falar de sua “plataforma política”, na seqüência ainda tem, o Vanderlay das Almas (sensitivo), Sara menininha (Cantora de Axé), Frango de Padaria, Homossexual Obeso, São Jorge e Adimilson (personagem do Zorra) e a famosa Valéria Vasques (A bandida!), todos interessados em convencer o público de suas campanhas. Entre um personagem e outro, Rodrigo ainda encontra fôlego para contar casos engraçados de sua história.<br />
O ator se emocionou ao término do show, quando agradeceu o aplauso acalorado do público. O CT Coelho agradeceu, no palco, o artista e o Presidente da SAMM, Denilson, aproveitou o momento para agradecer os presentes pelo apoio a ele prestado ao longo do ano.</p>
<p>Muito simpático, o ator concedeu uma pequena entrevista ao Jornal Pelicano, antes da peça. Acompanhe:</p>
<p><strong>Pelicano – Você sempre esteve no ramo da Comédia?</strong><br />
Rodrigo Sant’Anna – <em>(risos) Na verdade eu sempre falo que as coisas acontecem bem em paralelo. Sem dúvida eu sempre gostei de fazer humor, mas eu comecei a escola como uma escola normal, assim como vocês começam e tem as especificidades que vão escolher ao longo da carreira. E aí foi naturalmente&#8230; Fui parar no Didi, no Zorra (Total). Acho que foi uma coisa meio mútua. Mas dizer que sempre estive, acho que não!</em></p>
<p><strong>Pelicano – Qual personagem você teve mais dificuldade para interpretar e chegar no resultado esperado, dentre todos que você encena no show?</strong><br />
Rodrigo Sant’Anna – <em>Ai&#8230; (pensou) Bem, acho que São Jorge. Desses daqui que você está falando? São Jorge! Porque eu tinha dificuldades para falar o português e estava muito rápido o processo. Eu já tinha alguma coisa bem encaminhada para os demais e esse eu fiquei sem saber o que seria.</em></p>
<p><strong>Pelicano – Quando está no palco, há muito improviso? Já teve crise de risos?</strong><br />
Rodrigo Sant’Anna – <em>Tem muito improviso, mas ataque de risos não. Já tiveram algumas vezes que eu ri, mas nada que eu não conseguisse controlar. Mas quando eu estou em cena com outra pessoa é mais difícil.</em></p>
<div id="attachment_33556" class="wp-caption alignleft" style="max-width: 225px"><img class="size-medium wp-image-33556" title="DSCF3456" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/DSCF3456-225x300.jpg" alt="Rodrigo Sant'Anna" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Rodrigo Sant&#39;Anna</p></div>
<p><strong>Pelicano – É fácil lidar com esse sucesso crescente, com tanta gente atrás de você, invadindo a sua privacidade, de certa forma? Isso te incomoda?</strong><br />
Rodrigo Sant’Anna –<em> Não! Não me incomoda não. Mudam algumas coisas, mas é que internamente eu não me sinto diferente. Então o que mudou é só o exterior mesmo. Eu fico feliz, é mais trabalho!</em></p>
<p><strong>Pelicano – Ser indicado como Revelação Masculina no Prêmio EXTRA de TV 2011 representa o quê, na sua carreira?</strong><br />
Rodrigo Sant’Anna – <em>É a representação de um trabalho, mas&#8230; Ponto! Um papel, um símbolo, uma medalha que vocês receberiam.</em></p>
<p><strong>Pelicano – Qual a sensação de apresentar-se para um público distinto, com uma platéia de universitários e oficiais militares?</strong><br />
Rodrigo Sant’Anna – <em>(risos) Ah, que é divertido! Eu vejo o público de uma maneira geral, independente de estar aqui, vou tentar fazer a mesma coisa que eu faço no teatro. Na verdade, quando se faz humor, tem que tentar interagir de uma maneira que você esteja conectado na energia do humor e fazer com que as pessoas interajam dentro dessa mesma energia. E eu tento estabelecer isso independente do público. Então vai ser mais uma platéia, independente da qualificação.</em></p>
<p><strong>Pelicano – Qual mensagem você nos deixa aqui na EFOMM?</strong><br />
Rodrigo Sant’Anna – <em>Boa sorte, alegrias, felicidade, tudo de bom! Que sigam em frente e corram atrás do que vocês idealizam. Tudo de bom!</em></p>
<p>Texto e entrevista por Al. Robson.<br />
Fotografia por Al. Lis.</p>

<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/ator-rodrigo-santanna-apresenta-a-personagem-valeria-vasques-a-efomm/dscf3456/' title='DSCF3456'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/DSCF3456-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="Rodrigo Sant&#039;Anna" title="DSCF3456" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/ator-rodrigo-santanna-apresenta-a-personagem-valeria-vasques-a-efomm/dscf3457/' title='DSCF3457'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/DSCF3457-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="Rodrigo Sant&quot;Anna no camarim" title="DSCF3457" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/ator-rodrigo-santanna-apresenta-a-personagem-valeria-vasques-a-efomm/dscf3458/' title='DSCF3458'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/DSCF3458-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="Rodrigo e Selma" title="DSCF3458" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/ator-rodrigo-santanna-apresenta-a-personagem-valeria-vasques-a-efomm/dscf3460/' title='DSCF3460'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/DSCF3460-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="DSCF3460" /></a>
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		<title>Apresentações de monografias</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 11:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Al. Rhavine</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aconteceram no dia 07 de dezembro de 2011 no auditório Newton Braga da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM) as apresentações de monografias dos alunos do terceiro ano, Bianca Souza, Tainá Araujo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-33513" title="1" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/1-300x224.jpg" alt="1" width="300" height="224" />Aconteceram no dia 07 de dezembro de 2011 no auditório Newton Braga da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM) as apresentações de monografias dos alunos do terceiro ano, Bianca Souza, Tainá Araujo e Leonardo Almeida. Estavam presentes no local o Excelentíssimo Senhor Contra Almirante Rodolfo Frederico Dibo, o Superintendente de Ensino (SE) do CIAGA – Contra-Almirante Marco Antonio Guimarães Falcão, o Comandante do Corpo de Alunos acompanhado do Imediato e demais Oficiais e Alunos da EFOMM.</p>
<p>A aluna Bianca Souza abriu a apresentação abordando o tema: A importância do Direito Marítimo e a sua influencia na Marinha Mercante. A aluna citou aos presentes sobre a importância de leis para regular o tráfego marítimo, ressaltando os dois códigos de navegação: Código della Navegazione (Itália – 1942) e Legislação de La Navegacion (Argentina – 1973), também falou sobre a criação de um código marítimo brasileiro atualizado que regularize, visto que a Marinha Mercante auxilia de forma significativa a economia deste país.</p>
<p>A aluna Tainá com o seu tema: Operação em navios full contêiner explicou a utilização de container a partir da necessidade do navio de agrupar as mercadorias para facilitar seu transporte. Citou também a partir dessa utilização, a facilidade que possui ao transportar do navio para o sistema ferroviário, ressaltou as características do navio full contêiner, o sistema de lastro, o sistema de peação e amarração e mostrou também equipamentos de movimentação de contêiner. A aluna abordou sobre Logística dos portos e empresas de navegação que transporta contêiner. E disse que o aprimoramento da técnica e o desenvolvimento dos equipamentos é o principal fator para o sucesso do sistema de transporte de contêiner.</p>
<p>O aluno Almeida abordou o tema de Sistema de Posicionamento Dinâmico. Iniciou sua apresentação com a contextualização histórica desde o início da exploração no mar com as estações marítimas, citou a origem do sistema DP (Dynamic positioning system), suas vantagens e desvantagens, como exemplo, realiza tarefas mais rapidamente, porém possui alto custo de investimento e gastos durante a operação. Explicou o objetivo do DP em controlar os graus de liberdade, falou sobre sistemas de referência, os quais enviam para a Unidade de Controle informações da posição da embarcação, mencionou os sensores, os sistema de controles e os sistemas de geração de energia.</p>
<p>Os alunos mostraram conhecimento e autonomia do tema estudado diante de todos. Parabéns aos alunos pelas apresentações.</p>
<p>No final o comandante Luciano acrescentou aos alunos incentivos a respeito da instituição de ensino e da carreira mercante, e o Contra Almirante Dibo proferiu algumas palavras em conformidade, na qual uma frase dita ficou marcada para o terceiro ano&#8230; “Vocês não estão no princípio do fim&#8230; estão no fim do princípio.”</p>
<p>Al. Rhavine e Al. Ísis Suzano</p>

<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/1-23/' title='1'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/1-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="1" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/4-20/' title='4'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/4-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="4" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/5-19/' title='5'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/5-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="5" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/7-18/' title='7'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/7-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="7" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/8-15/' title='8'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/8-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="8" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/9-17/' title='9'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/9-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="9" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/10-15/' title='10'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/10-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="10" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/11-14/' title='11'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/11-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="11" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/12-10/' title='12'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/12-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="12" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/13-12/' title='13'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/13-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="13" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/14-8/' title='14'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/14-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="14" /></a>
<a href='http://www.jornalpelicano.com.br/2011/12/apresentacoes-de-monografias/15-12/' title='15'><img width="95" height="95" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2011/12/15-150x150.jpg" class="attachment-95x95" alt="" title="15" /></a>

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		<title>Entrevista com o Capitão Tenente Godoy</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 11:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Al. Camila Paulino</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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		<description><![CDATA[Em que ano ingressou na Efomm?
Em 1991 e me formei em 1993, na época as turmas ficavam dois anos e meio na escola e faziam a praticagem, então eu terminei a minha praticagem no início [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Em que ano ingressou na Efomm?</h3>
<p>Em 1991 e me formei em 1993, na época as turmas ficavam dois anos e meio na escola e faziam a praticagem, então eu terminei a minha praticagem no início de 1994.<br />
<img class="alignright size-thumbnail wp-image-24119" src="http://www.jornalpelicano.com.br/wp-uploads/2010/09/DSC01447-203x180-custom.JPG" alt="" width="203" height="180" /></p>
<h3>A Efomm sempre foi seu sonho?</h3>
<p>Até o segundo ano do ensino médio eu queria ser do exército , não imaginava ser da marinha de guerra. Porém no ultimo ano conheci a Efomm por um primo que se formou em 1988 e já era mercante e também por intermédio de colegas e professores. Daí eu fiquei interessado, fiz prova e passei pro exército e pra Efomm e escolhi a segunda opção. Posso dizer que foi meu sonho durante o ensino médio e durante o tempo em que estive na marinha Mercante.</p>
<h3>Quando estudava na Efomm,como era a rotina?</h3>
<p>A rotina era diferente, pois nós não tínhamos aulas a tarde e por isso a carga horária era menos intensa. A Parada era após o almoço e era diferente porque todo dia nós desfilávamos pelo Alegrete e logo depois tínhamos o TFM. Com esse tempo livre nós podíamos resolver problemas, consultar a biblioteca, fazer o TFM com mais tranqüilidade, resolver problemas nas companhias com os oficiais que na época eram todos mercantes exceto o Comca e o Imca.</p>
<h3>Quais as dificuldades encontrou quando aluno?</h3>
<p>Quando aluno o nosso problema não era a escola, salas de aula,camarote até porque o quantitativo de alunos era pequeno, a minha turma entrou com 55 alunos. O grande problema era as perspectivas de mercado que na nossa época eram bem ruins. Alguns amigos tiveram dificuldade de arrumar emprego após a praticagem. Então a nossa maior preocupação era depois da Efomm,o mercado de trabalho estava muito ruim.</p>
<h3>Sentiu falta de algo da época de Escola?</h3>
<p>Em primeiro lugar da juventude, quando somos mais novos nossos horizontes são mais amplos e tudo parece ser mais fácil, e depois com o passar do tempo nós vemos que as coisas são mais difíceis. Além disso, sinto falta dos amigos que por causa da profissão acabam se distanciando bastante e raramente se tem a oportunidade de manter uma amizade dentro da profissão. E outra coisa que ainda penso é que poderia ter aproveitado mais a escola, isso a gente só percebe depois que vai embora.</p>
<h3>Pertenceu a qual equipe?</h3>
<p>Eu pertenci à equipe de remo Escaler, mas também fazia judô.Conciliei as duas equipes até a metade do primeiro ano e depois fiquei só no judô até me formar.</p>
<h3>Fez a praticagem em que empresa?Foi uma boa experiência?</h3>
<p>Tanto na praticagem quanto em todo o tempo em que trabalhei na Marinha Mercante pertenci a Empresa Aliança, a qual considero uma grande família e sempre tenho boas lembranças de todas a pessoas com quem trabalhei , então não tenho experiência em outra empresa, foram cinco anos como mercante trabalhando nela.</p>
<h3>O Senhor foi Maquinista ou Piloto?</h3>
<p>Maquinista.Na minha época de aluno o mercado de trabalho era melhor para quem era maquinista. Não me arrependo pela minha escolha, continuo sendo maquinista na marinha de guerra. Mas fui maquinista na Mercante com muita honra.</p>
<h3>Passou alguma necessidade ou situação de emergência no navio?</h3>
<p>Necessidade a gente sempre tem porque sempre há falta da família, a saudade de casa é complicada. Existem diferentes tipos de empresa, cada navio é um tipo de marinha mercante, então vai depender da empresa em que estiver. Ou até mesmo a tripulação do navio, as condições dele influenciam. Tudo depende da situação, é difícil definir.Mas já sofri alguns pequenos acidentes, às vezes por imprudência das pessoas que estavam trabalhando junto e em uma delas quase perdi um dos olhos.</p>
<h3>Quais as felicidades que a carreira lhe trouxe?</h3>
<p>Bem, não são felicidades, mas sim coisas boas para guardar, a primeira delas é valorizar certas coisas que quem tem uma vida normal passa despercebido, que é a oportunidade de voltar para casa todo o dia, ver a sua família, acompanhar o crescimento dos filhos. Quem passou pela mercante sempre dá mais valor a isso. E ver que às vezes o dinheiro não é tudo, você pode ganhar dinheiro, mas se não puder usufruir disso com quem gosta não vale a pena. Segundo é a experiência de vida que ganhamos, nós passamos a nos conhecer melhor, pois ficamos um tempo sozinhos, para amadurecer isso é muito importante. Além das amizades que acabamos fazendo por estarmos no mesmo barco, vamos dizer. As pessoas lá dentro entendem as nossas necessidades e por isso os laços de amizade são forjados, e com isso acabamos fazendo bons amigos que mesmo com o tempo e distância lembram com saudosismo daquela época em que embarcamos juntos.</p>
<h3>Por que saiu da Marinha Mercante?</h3>
<p>Eu tinha os meus planos futuros de vida, e um deles era ter um filho. Eu sabia que na marinha mercante seria complicado acompanhar o crescimento e formação dele. A família também influencia bastante, a esposa ou marido acabam cobrando a ausência de casa e, além de tudo isso, eu creio que quanto mais tempo se permanece na Marinha mercante mais difícil é de sair dela, pelo menos na época em que eu trabalhava. Então procurei aprender e me estabelecer e conquistar outros objetivos que surgiram na época, um deles foi a Marinha de Guerra.</p>
<h3>E como ingressou na Marinha de Guerra após deixar a mercante?</h3>
<p>Na década de 90 iniciou-se um processo seletivo para quem era oriundo da Efomm, foi uma opção que surgiu e eu acabei ingressando e atualmente estou na marinha de guerra há onze anos.</p>
<h3>E quanto tempo levou até ser promovido a Capitão Tenente?</h3>
<p>O oficial da Marinha de Guerra possui um plano de carreira, então existe um interstício entre postos,por exemplo, cinco anos como tenente , sete ou oito anos como capitão tenente. O meu caso se iguala ao dos oficiais oriundos da Escola Naval que é o corpo da Armada, então são dois anos de segundo tenente, três anos de primeiro tenente, e em seguida vem a promoção a Capitão Tenente. Eu já estou no sexto e último ano de Capitão Tenente para depois passar a ser oficial superior.</p>
<h3>Pretende continuar na Marinha do Brasil?</h3>
<p>A princípio sim, não vejo motivo para sair da Marinha de Guerra, pretendo continuar minha carreira.</p>
<h3>Gostou de retornar a efomm ?</h3>
<p>Quando ingressei na Marinha de Guerra um dos meus sonhos que era bem distante da minha carreira era poder voltar aqui para dar aulas aos alunos da efomm, e eu não tenho a oportunidade de dar aula de máquinas, que é o que eu me formei. A minha carreira se distancia da Efomm,o oficial mais talhado para estar aqui seria um oficial do quadro técnico,por exemplo. Eu sei que às vezes pode até prejudicar um pouco a minha carreira, mas a satisfação que eu tenho de estar aqui, justamente pelo meu passado ter sido esse e até tentando resgatar algumas coisas que ficaram para trás, e melhorar outras coisas que surgiram. Melhorar a escola para mim e para o Imca é uma satisfação, mesmo com muito trabalho e muitos aborrecimentos e preocupações é muito bom poder ajudar a escola que “nos criou”.</p>
<h3>E para finalizar, o senhor poderia deixar uma mensagem para os alunos como um incentivo para se manterem firmes no objetivo de serem mercantes?</h3>
<p>Primeira coisa: um oficial não é feito de um dia para o outro, não é quando vocês se formarem nem quando terminarem a praticagem. É no dia-a-dia, é com o tempo que vocês vão se tornar verdadeiros oficiais mesmo. Segundo é tentar sempre aprender uma coisa nova com bons e maus exemplos, os bons vocês seguem, os maus não façam. Terceiro é nunca ouvir só uma versão da história, procurar ter conhecimento antes de tomar uma decisão ou ter qualquer opinião a respeito daquilo, eu digo isso porque já fui aluno da efomm e pensei de uma forma sobre a Marinha de Guerra e quando entrei vi que não era como eu pensava, então eu já tive preconceitos sobre uma coisa que não conhecia. E por último, não se limitem às bordas falsas do navio, o mar é muito grande. Então se vocês têm sonhos na marinha Mercante ou fora dela, não se limitem, não parem de sonhar, não desistam dos seus objetivos. Pensando assim vocês irão conseguir.</p>
<p>Por Al. Camila Paulino</p>
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		<title>Entrevista com Al.Robson ( 01 do primeiro ano ).</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 12:16:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Al. Michelle</dc:creator>
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1.O que te levou a ingressar na EFOMM?Como era sua rotina de estudo ?
Na verdade eu me interessei pela EFOMM de um dia pro outro. Eu estava me preparando pra outro concurso, quando resolvi que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong> </strong></em></p>
<h3>1.O que te levou a ingressar na EFOMM?Como era sua rotina de estudo ?</h3>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Na verdade eu me interessei pela EFOMM de um dia pro outro. Eu estava me preparando pra outro concurso, quando resolvi que viria pra cá. Minha rotina de estudos era muito intensa: eu estudava de 7h às 21h, todos os dias. Minha vida social parou por um longo período em virtude dessa dedicação.Acabou que eu vim para cá e estou muito satisfeito com minha escolha.<img style="float: right; border: 0px initial initial;" title="OgAAAKZ_4JtabPnFx5rp2n4dnEWnCOZezzmrMbTB2F0f0IzVdBiwEviPZgVzuU4WA7tibWi13IRLLY-EQulr9DMxRE4Am1T1UG8D2XdKfJzTnJCuq3jStajE2Pq9" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/05/OgAAAKZ_4JtabPnFx5rp2n4dnEWnCOZezzmrMbTB2F0f0IzVdBiwEviPZgVzuU4WA7tibWi13IRLLY-EQulr9DMxRE4Am1T1UG8D2XdKfJzTnJCuq3jStajE2Pq91-183x300.jpg" alt="OgAAAKZ_4JtabPnFx5rp2n4dnEWnCOZezzmrMbTB2F0f0IzVdBiwEviPZgVzuU4WA7tibWi13IRLLY-EQulr9DMxRE4Am1T1UG8D2XdKfJzTnJCuq3jStajE2Pq9" width="183" height="300" /></p>
<h3>2.Qual foi sua primeira reação ao saber que você seria o 01 do primeiro ano de 2010?</h3>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Eu fiquei bem apreensivo, porque já tinha noção da responsabilidade do posto e das provações que passaria na adaptação e durante o ano.</p>
<h3>3. O que você achou do período de adaptação?</h3>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O período de adaptação foi muito construtivo, exigindo muito de nós – tanto psicologicamente, quando fisicamente. Nesse período eu fui muito testado, em todos os momentos. Aprendi que a gente erra pra aprender, depois de pagar muitas flexões.</p>
<h3>4. Qual o curso você pretende escolher , náutica ou máquinas?</h3>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Pretendo escolher náutica, mas não descarto a possibilidade de fazer máquinas. Ambas são muito interessantes.</p>
<h3 style="TEXT-ALIGN: justify"><img class="alignleft size-medium wp-image-22127" title="Eu" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/05/Eu-186x300.jpg" alt="Eu" width="186" height="300" />5.O que você mais gosta na escola?</h3>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O que eu mais gosto na Escola são as amizades que eu construo. Por estarmos privados da vida social, devido ao regime de internato, o afeto que a gente cria com as pessoas na Escola é muito intenso. E isso é importante.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h3>6.O que você espera da escola  nesses 3 anos?</h3>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Eu espero estar apto a trabalhar no navio, após me formar, graças ao suporte profissionalizante dado pela Escola. Pra isso, vou me dedicar bastante para me tornar um ótimo profissional.</p>
<h3>7.O que tem a dizer para os futuros candidatos a fera ?</h3>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O que eu tenho a dizer é que eles estudem bastante para o concurso, inclusive dando ênfase à redação, que deixou muita gente de fora ano passado. Depois que entrar, sejam fortes o bastante para não desistir no meio do caminho. A batalha é dura, mas não é impossível de ser vencida.</p>
<p>Por Al.Michelle e Al. Willian Cavalcante.</p>
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		<title>Entrevista com a Imediato-Aluna Letícia</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 13:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Al. Luana Terra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1. O que a motivou  a ingressar na Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM)?
Eu estaria mentindo se não respondesse que o que mais me motivou foi a estabilidade econômica que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>1. O que a motivou <img class="alignleft size-medium wp-image-20379" title="Imediato-Aluna Letícia" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/03/OAAAAGOozTz9baRpu-1sduhdEYqDR6Oqyi-b7cpRCwarIViTMxUTAeow8M5z0crqscUd1b-9lAcAJ2RRIxH4rSmvCs8Am1T1UEa0OcjwyADU96LfwWXMSGlHWmXH-179x300.jpg" alt="Imediato-Aluna Letícia" width="179" height="300" /> a ingressar na Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM)?</h4>
<p>Eu estaria mentindo se não respondesse que o que mais me motivou foi a estabilidade econômica que a carreira me proporcionaria. Antes de entrar na EFOMM, eu não conhecia nada da profissão, sabia apenas que teria que ficar embarcada e que o salário era muito bom. Porém, agora sei, que ser uma oficial da Marinha Mercante é  muito gratificante.</p>
<h4>2. Porque  optou pelo curso de Máquinas?</h4>
<p>Optar por Máquinas ou Náutica foi uma das coisas que eu mais senti dificuldade na EFOMM, isso porque, no final do primeiro ano, que é quando devemos fazer a escolha,  ainda não temos noção suficiente do que realmente um oficial de Náutica ou de Máquinas faz; em que ramo eles podem trabalhar. Quando entrei na EFOMM, já pensava em fazer Máquinas, visto que sempre gostei de consertar equipamentos em casa, sempre fui muito curiosa e gostava de conhecer o funcionamento das coisas. Uma outra razão que me motivou a optar pelo curso de máquinas, foi  a ampla oportunidade de emprego em terra.</p>
<h4>3. Por quanto tempo  pretende ficar na Marinha Mercante?</h4>
<p>A carreira de um oficial da Marinha Mercante não é nada fácil: ficar longe dos familiares e amigos é algo extremamente complicado. E é por isso, que muitos optam por trabalhos em terra ou em offshore, já que o regime embarcado é bem mais suave. No meu caso, a distância, a primeira vista, não será um obstáculo muito grande. Já me acostumei a ficar longe dos meus pais e amigos por algum tempo, visto que não moro no Rio de Janeiro e, muitas vezes, a viagem para casa se torna, apesar de muito satisfatória, muito cansativa. E, portanto, as vezes, como por exemplo em época de prova, é melhor permanecer na EFOMM durante todo o final de semana, do que ir para casa e voltar muito cansada. Eu pretendo ficar embarcada por um período de mais ou menos 5 anos, fazendo longo-curso e adquirindo conhecimentos técnicos para depois trabalhar em plataformas ou em offshore.</p>
<h4>4. Que dificuldades  encontrou na escola?</h4>
<p>As maiores dificuldades que eu encontrei foram: a escolha do curso, a mudança de rotina e a saudade de casa.</p>
<h4>5. Pretende ir para a Marinha de Guerra?</h4>
<p>Não, eu não pretendo ir para Marinha de Guerra.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-20381" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/03/OgAAAAjrr8YqKO3D6U30wWN0iqE3m5khOPF5N1pCKAL3cPNuMJOTK-IGW7JxtmzXYBge6f1qOtfUUPSUcoEIb1zqF_wAm1T1UKCjy5VommrtU1f5VrnHQvYzZL_A-167x300.jpg" alt="" width="167" height="300" /></p>
<h4>6. Como é o trabalho de Imediato-Aluna?</h4>
<p>Ter atingido um cargo de tanta responsabilidade foi uma grande satisfação. O trabalho de Imediato-Aluna é algo muito cansativo, porém extremamente gratificante. Como Imediato-Aluna, uma das minhas principais tarefas é fazer a escala de serviço de todos os alunos e auxiliar o Imediato do Corpo de Alunos no que ele precisar.</p>
<h4>7.  Já pensou em seguir outra carreira?</h4>
<p>No mesmo ano em que prestei concurso para EFOMM, fiz prova para Engenharia Civil na Universidade Federal de Juiz de Fora, contudo nunca pensei em fazer algo que não fosse EFOMM.</p>
<h4>8. O que vai levar da Escola?</h4>
<p>Além dos conhecimentos sobre Máquinas, o que vou levar serão as amizades.</p>
<h4>9. Como se sente sabendo que é o último ano?</h4>
<p>Ao mesmo tempo que estou ansiosa para embarcar, estou triste em saber que cada um seguirá um caminho diferente e que não conviverei mais com meus amigos, como ocorreu durante três anos consecutivos.</p>
<p>Por Al. Luana Terra</p>
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		<title>Entrevista com a Oficial Aluna Rafaela</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 00:51:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Al. Luana Terra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
1. Antes de ingressar na EFOMM, pensava em seguir outra carreira?
Quando prestei vestibular, a EFOMM era minha primeira opção. Se eu não passasse no concurso eu faria Engenharia Naval.
2. O que faz um oficial de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-20597" href="http://pelicano.sammrj.com.br/2010/03/entrevista-com-a-oficial-aluna-rafaela/ogaaahp1qkioztdo9_cmeejgow-hklvfkwtsg2sby6b949k-ofkysy10aynkfq-nfwkvnfxceo8zenu1vajrp4bgzziam1t1uabuk-nluht4hcl0jqqns3jwetnl/"><img class="alignleft size-medium wp-image-20597" title="OgAAAHP1qkioZtdo9_CMEEjGoW-hKlVFKwtsG2SBy6b949k-ofkYsY10AYnKfq-NfwKvnFxCeo8zeNU1vAjrP4BgZzIAm1T1UAbuK-nLUhT4hcl0jQQns3jWETnL" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/03/OgAAAHP1qkioZtdo9_CMEEjGoW-hKlVFKwtsG2SBy6b949k-ofkYsY10AYnKfq-NfwKvnFxCeo8zeNU1vAjrP4BgZzIAm1T1UAbuK-nLUhT4hcl0jQQns3jWETnL-225x300.jpg" alt="OgAAAHP1qkioZtdo9_CMEEjGoW-hKlVFKwtsG2SBy6b949k-ofkYsY10AYnKfq-NfwKvnFxCeo8zeNU1vAjrP4BgZzIAm1T1UAbuK-nLUhT4hcl0jQQns3jWETnL" width="225" height="300" /></a></p>
<h4>1. Antes de ingressar na EFOMM, pensava em seguir outra carreira?</h4>
<p>Quando prestei vestibular, a EFOMM era minha primeira opção. Se eu não passasse no concurso eu faria Engenharia Naval.</p>
<h4>2. O que faz um oficial de Náutica?</h4>
<p>O oficial de Náutica cuida da navegação, da segurança e salvatagem do navio, da tripulação e inúmeras outras atividades administrativas. Ele tira serviço no passadiço, normalmente em regime de quarto.</p>
<h4>3. Conte um pouco sobre a experiência de ficar embarcada.</h4>
<p>Embarquei no PSV (Plataform Supply Vessel) Maersk Vega. Lá eu pude conhecer todos os equipamentos do passadiço, ver operações com plataformas, sentir o balanço do navio. Embarcar no 3º ano é muito proveitoso pois você consegue visualizar o que aprende em sala de aula.</p>
<h4>4. Como se sente sabendo que este é o seu último ano na Escola?</h4>
<p>Apesar da rotina ser um pouco estressante, o convívio com os amigos e a proximidade de casa é muito confortável. Quero aproveitar o máximo que eu puder esse ano pois 2011 eu vou passar  embarcada.</p>
<h4>5. Por quanto tempo pretende ficar na Marinha Mercante?</h4>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-20389" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/03/OgAAAJ3qKAl-ZiZ-EBHysYuDAQMvUp3kJn-Ime5n2RhnT_7UEVY_QBspevjbejeHz_6vCY_bI2OVtAKVs-3kIYEbT7UAm1T1UE6dc7fhpHzKqD_4QCX3TiBZ7TzZ-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /><br />
Pretendo ficar por muito tempo. Torço para que nada aconteça com a minha saúde e eu possa viajar bastante.</p>
<h4>6. Um momento que marcou sua vida na EFOMM?</h4>
<p>O Juramento à Bandeira. Foi um momento inesquecível.</p>
<h4>7. O que a tem a dizer para as pessoas que pretendem ingressar na Marinha Mercante?</h4>
<p>O mercado de trabalho está muito favorável! Se você acha que possui estrutura psicológica para ficar embarcado, a Marinha Mercante é uma excelente profissão.</p>
<p>Por Al. Luana Terra</p>
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		<title>Entrevista com 2º Tenente Eliana</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 13:48:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adapt. Al. Felipe Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[EFOMM]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[eliana]]></category>
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1.Em que ano ingressou na EFOMM e quando se formou?
Ingressei no CIAGA em 2003 e me formei em 2005.
2. Em quais empresas trabalhou?
Em 2005 era possível fazer uma parte da praticagem em off-shore. Então eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-20372" title="2 ten Eliana" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/03/2-ten-Eliana.jpg" alt="2 ten Eliana" width="153" height="249" /></p>
<h4>1.Em que ano ingressou na EFOMM e quando se formou?</h4>
<p>Ingressei no CIAGA em 2003 e me formei em 2005.</p>
<h4>2. Em quais empresas trabalhou?</h4>
<p>Em 2005 era possível fazer uma parte da praticagem em off-shore. Então eu fiz 10 meses da minha praticagem na Transpetro ( NT PIQUETE) e 2 meses na Norskan (NORSKAN LEBLON). Depois que me formei, fui como oficial para a CBO (CBO CAMPOS), onde estive por uns 2 anos, quando surgiu uma oportunidade na TransOcean (SEDCO 706), uma empresa americana de perfuração&gt; Fiz um contrato internacional e estive em Singapura, Paris e África do Sul como DPO (Dynamic Positionnig Operator) para acompanhar a instalação do sistema de DP desta plataforma. Depois retornei para o Brasil para atuar como DPO nesta mesma plataforma na Bacia de Campos.</p>
<h4>3. As felicidades que a carreira trouxe?</h4>
<p>Minha realização profissional, completei meu nível superior. As viagens para o exterior que a carreira me proporcionou. E financeiramente, pois um oficial da marinha mercante tem sido muito bem valorizado salarialmente, o que me permitiu adquirir diversos bens materiais.</p>
<h4>4. E as decepções com a carreira?</h4>
<p>Nunca tive e nem tenho nenhum tipo de decepção na minha carreira. Nem na Marinha Mercante, nem na Marinha do Brasil.</p>
<h4>5. Já passou por alguma situação de emergência?</h4>
<p>Apenas na minha praticagem. Aconteceu em São Sebastião, no litoral paulista. Foi um abalroamento, meu navio estava fundeado e um outro navio estava em manobra de entrada no Porto de São Sebastião, com prático a bordo, porém ocorreu uma falha de comunicação entre o prático e o Comandante do navio, o que acarretou o albaroamento atingindo a proa do navio fundeado no qual eu estava.</p>
<h4>6. Sendo mulher, já passou por algum desrespeito a bordo?</h4>
<p>Não. Nunca passei por nenhum tipo de desrespeito, constrangimento ou quaquer situação desse tipo.</p>
<h4>7. A carreira era aquilo que pensava?</h4>
<p>Sim. Desde que eu era aluna, eu tinha consciência do tipo de carreira que  havia escolhido. Sabia que era uma carreira sacrificante no sentido de ter que ficar um período distante da sua família e das pessoas que você ama. Por outro lado, é gratificante viajar e conhecer o mundo, países, culturas diferentes, desfrutando de um excelente salário.</p>
<h4>8. Tipo de embarcação que mais gostou?</h4>
<p>A embarcação que mais gostei de trabalhar foi no rebocador RSV CBO  CAMPOS, é uma embarcação que dá suporte a um veículo chamado ROV (ROV supply vessel). Neste tipo de embarcação a operação é muito interessante e inteligente, onde opera-se manualmente e automaticamente em DP, de forma dinâmica, várias vezes em uma só operação. Operei neste tipo de embarcação durante 1 ano e 10 meses. Adquiri bastante conhecimento e experiência como DPO.</p>
<h4>9. O que mais gostou na EFOMM?</h4>
<p>As amizades construídas aqui, as quais levarei por toda a minha vida. Todos os momentos que vivenciamos durante os 3 anos certamente nunca irei esquecer. A adaptação, as madrugadas de estudo, as competições da equipe de remo, as viagens das competições, os bailes&#8230; tudo isso ficará guardado.</p>
<h4>10. O que mais mudou na EFOMM em relação à sua época?</h4>
<p>O avanço tecnológico no estudo e na atuação profissional também.</p>
<h4>11. Quais as características que um mercante deve ter?<img class="alignright size-medium wp-image-20371" title="transat" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/03/transat-232x300.jpg" alt="transat" width="232" height="300" /></h4>
<p>Maturidade (para entender a realidade da carreira que está abraçando, pois é preciso abdicar de diversas coisas/situações/ocasiões em prol de um melhor desenvolvimento e crescimento profissional); educação (é muito importante procurar ser educado com todos a bordo, sempre com muito respeito, isso torna o ambiente mais saudável); dedicação (é  a bordo que se aperfeiçoa toda a teoria absorvida na Escola, e para isso é necessário dedicar um bom tempo do seu descanso para estudar e conhecer a sua embarcação e todos os equipamentos que irá operar); profissionalismo (ter o entendimento da enorme responsabilidade de ser um oficial do quarto de serviço, seja como piloto no Passadiço ou maquinista na Praça de Máquinas).</p>
<h4>12. Fale um pouco do setor em que atua na EFOMM.</h4>
<p>Atualmente, o setor que atuo é o Simulador. Pela minha formação (Oficial de Náutica) e especialização em Operador de Posicionamento Dinâmico (DPO), assumo a função de coordenadora e instrutora do curso de DP.</p>
<h4>13. Qual o procedimento para se tornar um oficial da Marinha do Brasil?</h4>
<p>Com o Curso de Bacharel de Ciências Náuticas, o Oficial de Náutica ou de Máquinas tem a oportunidade de ingressar na Marinha do Brasil através do Quadro Técnico (QT) e/ou Quadro Complementar (QC).<br />
Por Al. Camila Reis e Al. Felipe Costa</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista com 2OM Daniel Lobo</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 17:56:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adapt. Al. Souza Mattos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bom, sou o Daniel Lobo, tenho 22 anos e atualmente estou para embarcar na empresa NORSKAN como 2º Oficial de Máquinas.
1. Como você conheceu a EFOMM? Quando entrou? Como foram os 3 anos dentro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-19828" href="http://pelicano.sammrj.com.br/2010/03/entrevista-com-2om-daniel-lobo/foto_daniel_lobo/"><img class="alignright size-medium wp-image-19828" title="foto_daniel_lobo" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/03/foto_daniel_lobo-225x300.jpg" alt="foto_daniel_lobo" width="225" height="300" /></a>Bom, sou o Daniel Lobo, tenho 22 anos e atualmente estou para embarcar na empresa NORSKAN como 2º Oficial de Máquinas.</p>
<h4>1. Como você conheceu a EFOMM? Quando entrou? Como foram os 3 anos dentro da escola?</h4>
<p>Conheci a EFOMM atraves de amigos. Entrei em 2006 e posso dizer que esses 3 anos dentro da escola foram um misto de stress e alegrias e considero que ter passado por essa experiencia valeu muito a pena.</p>
<h4>2. O que você aprendeu na convivência dentro da escola que  utiliza hoje em dia? Se pudesse voltar e mudar algo que fez na escola o que você mudaria?</h4>
<p>Acho que na escola aprendi bastante em relação a convivência com pessoas, ja que passava a semana inteira &#8220;preso na ilha&#8221; com as mesmas pessoas. Aprendi também que não importa o quanto você queira fazer as coisas corretas e de forma fácil porque sempre terá alguem acima de você e no fim das contas você terá que fazer do jeito dele. Mas não sei se mudaria algo em relação aos meus 3 anos de EFOMM, talvez apenas algumas pequenas atitudes.</p>
<h4>3. Como foi sua praticagem? Em que navios você ficou? O que realmente aprendeu? Como foi a experiência?</h4>
<p>Minha praticagem foi bem chata mas também me fez aprender muito, de forma que não esperava aprender tanto em tão pouco tempo. Passei pelo navio DP/ST Ataulfo Alves da Transpetro e  pelo Skandi-Rio da Norskan. Considero que a praticagem foi ruim por não ter conseguido conhecer portos e lugares na única época da profissão que considero que tinha alguma chance, mas em relação ao lado profissional acho que foi excelente.</p>
<h4>4. Qual motivo te levou a escolher offshore? Como está o mercado de trabalho para essa área que você escolheu?</h4>
<p>Escolhi o offshore pelo mesmo motivo que 99% escolhem que são salário e escala de trabalho. O mercado de trabalho no setor de  offshore esta cada vez aumentando mais e ainda com um deficit muito grande de oficiais.</p>
<h4><a rel="attachment wp-att-19847" href="http://pelicano.sammrj.com.br/2010/03/entrevista-com-2om-daniel-lobo/foto_daniel_lobo2/"><img class="alignleft size-medium wp-image-19847" title="foto_daniel_lobo2" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/03/foto_daniel_lobo2-300x225.jpg" alt="foto_daniel_lobo2" width="300" height="225" /></a>5. Quais são suas pretensões  na Marinha Mercante, seguir carreira ou ir trabalhar em terra? Por quê?</h4>
<p>Ainda não sei se continuarei trabalhando por muito tempo em navios. Acho que esse ano de 2010 vai me ajudar a definir isso de forma geral. Mas pretendo completar engenharia e trabalhar em terra daqui a um tempo, apenas não sei dizer daqui a quanto tempo. Mas quem sabe eu não acabo gostando e chego a chemaq.</p>
<h4>6. Como você encara a situação de ficar longe de seus familiares, estando embarcado? Você recomenda algo para ajudar a sanar essa dificuldade?</h4>
<p>Trabalhar longe da familia e do mundo de forma geral é algo que vai drenando suas energias com o tempo. Quanto mais o tempo passa mais você fica desanimado com o momento do embarque. Não considero que exista algo que possa sanar essa dificuldade, mesmo internet e telefone a bordo só conseguem amenizar um pouquinho esse problema de estar &#8220;sozinho&#8221; e tão longe, porém uma boa tripulação ajuda bastante.</p>
<h4>7. Quais são seus principais medos no quesito mercado de trabalho?</h4>
<p>Não tenho muitos medos em relação ao mercado de trabalho. Meu principal medo é não conseguir ser bom o suficiente na minha função apesar de que considero que a experiência no trabalho faz muita diferença nessa profissão. Então é so deixar o tempo passar e se dedicar.</p>
<h4>8. Deixe um conselho para os alunos e futuros alunos da mercante?</h4>
<p>O conselho pelo lado profissional seria de tentarem conversar com professores que se formaram na própria EFOMM e que têm bastante experiência em navio sobre o que se deve realmente aprender na escola. O conselho para aqueles que estão entrando ou que pretendem entrar é de procurar não ligar muito para os problemas na escola, principalmente em relacao ao militarismo, e tentar aproveitar esses 3 anos na EFOMM. Mas o principal conselho após esses 3 anos é que  a verdadeira MM só vai ser conhecida por cada um apartir do momento que embarcarem para a praticagem.<br />
Boa sorte a todos aqueles que ja estao na EFOMM e também aos que pretendem entrar para a escola. No final tudo vale muito a pena.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista com o Oficial Cintra</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 00:14:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adapt. Al. Affonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[EFOMM]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Oficial Cintra]]></category>

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		<description><![CDATA[Luiz Marcelo Cintra Rezende Bichão, 2° Oficial de Máquinas,
Um dos encarregados da Divisão de Apoio da EFOMM, nos deu uma entrevista no último dia 25. Confira o que ele disse:
01. Em que ano o senhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luiz Marcelo Cintra Rezende Bichão, 2° Oficial de Máquinas,</p>
<div id="attachment_19765" class="wp-caption alignright" style="max-width: 300px"><img class="size-medium wp-image-19765" title="Oficial Cintra na sala da Divisão de Apoio" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/03/100_1684-300x225.jpg" alt="Oficial Cintra na sala da Divisão de Apoio" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Oficial Cintra na sala da Divisão de Apoio</p></div>
<p>Um dos encarregados da Divisão de Apoio da EFOMM, nos deu uma entrevista no último dia 25. Confira o que ele disse:</p>
<h4>01. Em que ano o senhor ingressou na EFOMM, em que ano se formou e com quantos anos?</h4>
<p>Eu entrei em 1988 e me formei em 1990 com 19 anos.</p>
<h4>02. Em quais empresas trabalhou?</h4>
<p>Flumar, Paulista , Docenave, Mansur e Fronape, a atual Transpetro.</p>
<h4>03. Quais são as maiores felicidades que a carreira lhe trouxe?</h4>
<p>A principal é que eu me formei muito novo e venho de uma família humilde que nunca teria condições de me mandar para fora do Brasil, como eu fiz nas empresas que trabalhei no longo curso, e que, mesmo na época em que a Marinha Mercante estava passando por um período difícil e o salário não era nem perto do que é hoje, me ajudou a fazer meu “pé de meia” para que eu pudesse comprar minha casa, meu carro,&#8230;</p>
<h4>04. E as decepções?</h4>
<p>Acho que a maior delas é, mesmo não sendo casado na época, era ficar longe da família. E eu peguei algumas empresas que davam muito problema, ou com o navio ou com a própria empresa que não nos deixava trabalhar direito não disponibilizando, por exemplo, peças de reposição.</p>
<h4>05. A carreira era aquilo o que pensava?</h4>
<p>Quando eu entrei, na verdade, apesar do meu avô ter sido Chefe de Máquinas, eu mal sabia o que era Marinha Mercante porque ele morreu quando eu era muito novo. Aí eu fui fazer concurso pra Escola Naval, estudava no Pedro II na época, quando me disseram que “existia uma escola chamada EFOMM que era quase igual a Escola Naval”. Então expectativa era uma coisa que eu não tinha muito. Mas achava muito interessante já que se conhecia outros países. Hoje em dia vocês nem têm muito isso porque existe mais Cabotagem e Offshore. Na minha época ainda existia bastante Longo Curso e eu embarquei em Graneleiro, ou seja, ficava mais tempo no porto. Então a expectativa de quem conhecia a Marinha Mercante deve ter sido correspondida, exceto pelo fato de ter poucas empresas.</p>
<h4>06. Qual o tipo de navio em que mais gostou de trabalhar?</h4>
<p>Eu trabalhei em Carga Geral, em Químico, em Petroleiro, mas o que eu mais gostei foi o Graneleiro principalmente porque ficava mais tempo no porto. O Químico tinha o lance do perigo. Claro que eu falo de 20 anos atrás, praticamente&#8230; hoje em dia não é mais assim. Mas eu não me sentia confortável porque ficava preocupado com minha saúde. Inclusive um amigo meu, da minha turma de EFOMM, morreu num navio químico porque não haviam ventilado direito o tanque que ele tinha que entrar.</p>
<h4>07. O que mais gostou na Escola?</h4>
<p>Olha, na época eu gostava de tudo. Desde que entrei, gostei da Escola. Até porque, exceto por um ano, eu sempre estudei em escolas públicas. E quando eu entrei, há 20 anos atrás as instalações da Escola estavam novas ainda. Não sei para o pessoal de hoje, mas para nós era o máximo, até porque quem ia fazer faculdade e era de fora tinha que ficar naquelas repúblicas, toda quebradas, bagunçadas. Já aqui, haviam os camarotes, todos arrumadinhos&#8230; Atualmente então, que existem os simuladores, acredito que vocês tenham um impacto bem maior. Além da parte do coleguismo, do soldo que vocês ganham, do atendimento médico gratuito, dos esportes&#8230; Eu gostava muito de tudo isso.</p>
<h4>08. O que mais mudou na Escola em relação a sua época?</h4>
<p>O avanço tecnológico. Hoje em dia o aluno tem recursos para sair daqui com uma formação mais completa do que na minha época.</p>
<h4>09. O que mais gostou da Escola como aluno e agora como oficial?</h4>
<p>Como aluno eu gostava muito da parte de esportes. Tanto é que eu passei por quatro equipes: vela, natação, atletismo e basquete. O que pude fazer aqui, eu fiz. E hoje como oficial é ver vocês entrarem aqui “crus” e saírem como oficiais qualificados; entrar um garoto/uma menina e ver virar um profissional.</p>
<p>Isso é o mais legal. E o contato com gente jovem mesmo, que faz a gente esquecer que somos velhos (risos).</p>
<h4>10. Quais as características que acha que um mercante tem que ter?</h4>
<p>Atualmente o cara tem que ter iniciativa. Eu fiquei um tempo embarcado num Offshore agora no final do ano e eu vi que agora você faz mais coisas a bordo do que na minha época. No meu tempo o oficial na praça de máquinas tirava o quarto de serviço e tinha o cabo foguista para ajudar, o chefe, o mecânico, o eletricista, o marinheiro, enfim&#8230; mais gente para fazer o serviço. Hoje em dia, pelo menos no navio que eu embarquei, que era um navio de suporte e mergulho, o oficial faz muito mais manutenção do que fazia na minha época. Então você não pode ficar esperando o problema se resolver sozinho. Você fica bem mais responsável com o que diz respeito à segurança e é muito mais cobrado de ter consciência de emergências que podem acontecer a bordo. Para você ter uma idéia fizemos três exercícios em menos de vinte dias; na minha época fazíamos um por mês. Acontecia de muita gente nem usar EPI* a bordo e virem rir da minha cara porque eu estava usando bota, macacão, protetor auricular,&#8230; “Pô, tu ta trabalhando parecendo um astronauta”, eles diziam. E até hoje eu não tenho nenhum problema de audição, por exemplo, que muitos deles já adquiriram. Além disso tem que ter uma boa dose de paciência também porque mesmo não ficando aquele tempo todo que eu ficava embarcado em longo curso, pra você ficar 28 ou 35 dias no Offshore tem que ter “cabeça” vamos dizer assim. Você tem que agüentar aqueles dias bem intensos que você trabalha e é cobrado o tempo todo. No geral você precisa ter muita responsabilidade.</p>
<h4>11. Por que voltar pra EFOMM?</h4>
<p>Eu voltei pra EFOMM porque eu estava trabalhando com análise e inspeção de oleodutos numa empresa holandesa. Então estava com o mesmo ritmo de quem trabalha embarcado, trabalhando em terra. Ficava longe da minha família do mesmo jeito. E acabei pedindo pra me tirarem da empresa, voltar pro Rio pra fazer o ATOM** pra talvez quem sabe, embarcar. E quando eu cheguei aqui, encontrei um antigo colega de turma, o Of. Caprário (na época oficial responsável pela primeira companhia) e ele estava saindo. Daí ele me perguntou: &#8220;E aí? Não tá a fim de vir aqui pra Escola não?&#8221;. Eu não sabia muito bem como estava o mercado, aí resolvi vir pra cá, acabei gostando e ficando. Eu até embarco assim, esporadicamente.</p>
<h4>12. Pretende fazer o concurso para o Quadro Complementar?</h4>
<p>Não porque já passei da idade.</p>
<h4>13. Fale um pouco sobre o setor em que atua aqui na EFOMM.</h4>
<p>Of. Cintra &#8211; Divido a Divisão de Apoio agora com a Tenente Eliana. Ela cuida da parte de uniformes e eu cuido da parte de camarotes. Eu tenho uma equipe de sete pessoas e a gente faz a manutenção &#8220;mais leve&#8221;, já que existe uma divisão do CIAGA responsável pela &#8220;mais pesada&#8221;. A primeira parte do meu trabalho é distribuir os alunos pelos camarotes e também a manutenção dos camarotes, como eu disse: verificar se algo está quebrado e mobilizar minha equipe pra tentar resolver. Se for algo que não consigamos, entramos em contato com o Departamento de Serviços Gerais do CIAGA pra eles sanarem. Na verdade não só camarotes, mas também outros compartimentos, como as salas das companhias, Salão de Leitura&#8230; na Avenida Alegrete em geral. Preciso verificar a limpeza de tudo também. Quando tem cerimônia tenho que me certificar se está tudo limpo, tudo arrumado&#8230; E é claro, a parte disciplinar, que vocês já conhecem. Tenho que subir nos camarotes, ver se não há nada bagunçado, enfim. Afinal aqui é uma escola militar, tem que ficar tudo no padrão. Saindo da divisão de apoio, todo oficial tem cargos colaterais. Eu, por exemplo, sou responsável pelas equipes de basquete e atletismo. Sou o contato entre o técnico e o Comando da Escola.</p>
<div id="attachment_19747" class="wp-caption alignleft" style="max-width: 225px"><img class="size-medium wp-image-19747" title="Oficial Cintra na praça de máquinas" src="http://pelicano.sammrj.com.br/wp-uploads/2010/03/Cintra_maquina-225x300.jpg" alt="Oficial Cintra na praça de máquinas" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Oficial Cintra na praça de máquinas</p></div>
<h4>14. Como o senhor se sentiu quando se formou maquinista?</h4>
<p>Como eu disse, eu não sabia o que era Marinha Mercante direito. No início eu havia escolhido o curso de Náutica. Na minha época havia muita gente botando na cabeça dos outros que o bom era ser piloto. Fui maquinista graças a minha classificação na Escola, mas depois eu gostei. Acho que se eu fosse piloto seria pior porque não teria feito outras coisas, já que a época em que sai da Escola foi uma das piores, senão a pior da Marinha Mercante. Até por causa disso eu só fiquei de 1990 a 1997, embarcava normalmente por tempo determinado e fazia algo em terra quando não estava embarcado. Se eu não fosse maquinista, não conseguiria os empregos que consegui em terra. Trabalhei em fábrica de cerveja, trabalhei em uma empresa alemã que vendia peças de manutenção para indústrias, trabalhei em comércio exterior&#8230; tudo isso graças aos meus conhecimentos de máquinas e navios. Eu fiz pós-graduação em Análise de Sistemas. Daí eu uni o que eu sabia de informática, com o que eu sabia de máquinas, por isso trabalhei com análise de dutos. Nesse emprego, inclusive, o trabalho era todo em inglês, exigia-se ser fluente. E todo o inglês que aprendi foi graças à Marinha Mercante: aprendi viajando. Eu acho, claro que aí já é uma opinião pessoal, mas eu acredito que o pessoal de Máquinas seja mais &#8220;vibrador&#8221;, vamos dizer assim. Claro que o pessoal do convés também é importante. Acredito que o maquinista até se divirta mais a bordo que o piloto, afinal a gente tá lá no coração do navio.</p>
<p>*EPI = Equipamento de Proteção Individual</p>
<p>**ATOM = Atualização de Oficiais de Máquinas</p>
<p>***Quadro Complementar = Possibildade de ingresso à Marinha de Guerra</p>
<p>Agradecemos ao Oficial Cintra por sua boa vontade e paciência ao participar dessa entrevista com a gente. Aguarde novas entrevistas.</p>
<p>Por Al. Affonso, Al. Felipe Costa e Al. Antônio</p>
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		<title>Meu Chefe Inesquecível</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 23:09:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adapt. Al. Souza Mattos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Causos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[chefe]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
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		<description><![CDATA[É regra comum que não existe o chefe perfeito. Para os subordinados, todo o chefe tem um defeito qualquer. Isto não impede que todos nós, como subordinados, tenhamos um “chefe inesquecível”.
No meu caso, que vivi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É regra comum que não existe o chefe perfeito. Para os subordinados, todo o chefe tem um defeito qualquer. Isto não impede que todos nós, como subordinados, tenhamos um “chefe inesquecível”.</p>
<p>No meu caso, que vivi três décadas a bordo de navios mercantes, vários chefes marcaram minha carreira. Uns de uma maneira positiva, outros nem tanto.</p>
<p>Meu  chefe inesquecível já tinha muitos anos de profissão  &#8211; desde os navios a vapor da Costeira &#8211; e trabalhava na Fronape. Era um “cearenso” de Fortaleza.</p>
<p>O primeiro contato com ele foi muito difícil. Não o conhecia e não gostei muito do “jeitão” dele. Suas feições eram muito fechadas (para não dizer “de brabo”), ou melhor, tinha cara de poucos amigos; mas, como não havia outra maneira, teria que conviver com ele sob os mesmos tetos (ou anteparas).</p>
<p>O tempo passou e vim a conhecer melhor aquele chefe “brabo”. Julgamentos apressados quase sempre são errados! O homem era um ser humano especial. Sua história na marinha mercante já corria os portos e os navios. Nas conversas da popa quase sempre uma história do chefe alegrava o ambiente. Se estão curiosos com elas, aprendam estas:</p>
<p>A esposa do chefe, nos tempos da Costeira, gostava de dar umas incertas nos portos do nordeste. Ele era novo e as tentações também existiam naquela época. Um dia ela chega do Rio de Janeiro bem cedinho, com o sol raiando. Foi direto para bordo do navio, certa de que estava agradando. Quando chega ao convés do navio o marinheiro de quarto, que já a conhecia, cumprimentou-a, um tanto nervoso. Logo ela alcança o camarote do chefe e se depara com ele dormindo, de terno de linho, sapato e o indefectível chapéu Panamá, comum naquela época. Mas, como velho lobo do mar, ele safou-se dizendo que havia passado a madrugada na rodoviária na certeza de que o ônibus do Rio não iria atrasar. Mal sabia que ela havia voado de Constelation da Panair&#8230;.</p>
<p>Mas meu chefe inesquecível também era um tremendo profissional. Tudo para ele na praça de máquinas de um navio poderia ser consertado. Se dentro da técnica normal não fosse possível, ele inventava uma nova técnica.</p>
<p>Uma de suas passagens mais marcantes, para mim, deu-se quando uma tubulação de água salgada rompeu-se. Não tínhamos tubos a bordo para substituí-la. Para qualquer um de nós o problema seria insolúvel. Para ele não.</p>
<p>- “Segundo (eu), procure o mestre e peça para que ele traga todos os baldes de tinta que estiverem vazios. Depois peça para providenciar todo os rolos de barbante possíveis”.</p>
<p>O navio boiava e o chefe querendo barbante para amarrar a rede!!!! Não me contive e questionei o reparo que ele tencionava fazer. Aí ele veio com a seguinte pérola de técnica:</p>
<p>* “O que não tem remédio remediado está. O que vamos fazer será uma solda a tinta que durará até que todos esqueçam que ela está lá. Acho até que o navio vai ser vendido e nossa solda estará no mesmo lugar!”</p>
<p>E assim foi feito. O chefe amarrou lonas de borracha na tubulação, com dezenas de voltas de barbante e passou toda a borra de tinta disponível em cima do barbante. Boiamos mais doze horas e, quando a borra de tinta secou e a bomba começou a bombear água salgada para o sistema, ficou provado que tinta também é solda para as ocasiões de emergência.</p>
<p>Só  um chefe como aquele já sabia disso e aplicaria sua técnica com toda a consciência.</p>
<p>As histórias do meu chefe inesquecível poderiam preencher o espaço de várias revistas, mas não poderia me furtar de confidenciar dois defeitos do meu chefe. Ele não suportava flamenguista e não gostava de pilotos. Deus, em sua inteligência suprema fez com que seu neto mais velho fosse flamenguista doente e que sua filha mais nova se casasse com um piloto.</p>
<p>Já  ia terminando meu artigo sem dizer o nome do homem que homenageio neste momento. Ele, que dizia que, entre todos os lugares que visitou no mundo, nada era mais bonito que a Ilha de Paquetá (nem Paris), chamava-se Manoel de Oliveira. Mas, até hoje, lembramos com muito carinho do chefe Marreta.</p>
<p>Creio que, pela sua bondade, Deus nomeou-o o chefe das máquinas da fábrica das boas realizações do céu.</p>
<p>por OSM Délio Henriques de Almeida</p>
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